Segurança: prevenção sempre a melhor escolha
O avanço tecnológico permite um nível de segurança veicular nunca antes imaginado, sobretudo na prevenção de acidentes, a chamada segurança ativa vai desde de simples avisos de ponto cego, podendo inclusive frear um carro sem a interferência do condutor.
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| Imagem: ZF |
Quando o assunto é segurança automotiva, automaticamente surge em nossa mente o cinto de segurança, que infelizmente em pleno ano de 2021 alguns motoristas e passageiros recusam-se a utilizar, sobretudo no banco traseiro. Segundo levantamento da Agência de Transportes do Estado de São Paulo, ARTESP, no ano de 2019, 27% dos passageiros não utilizavam o dispositivo no banco traseiro, número que cai para 9% para passageiro do banco dianteiro, e apenas 6% entre os motoristas, vale salientar que o uso do dispositivo é obrigatório por todos os ocupantes de um veículo desde setembro de 1997, data de inicio da vigência do atual Código de Trânsito Brasileiro.
O cinto de três pontos, que equipa a maior parte dos veículos atuais, foi idealizado pela Volvo, obra do engenheiro sueco Nils Bohlin, em 1959. O dispositivo se mostrou tão efetivo na proteção dos ocupantes em colisões, que a própria Volvo decidiu abrir a patente do equipamento, possibilitando assim que qualquer montadora tivesse o livre acesso ao invento, para a empresa, mais importante do que o lucro era salvar vidas.
Como artefato de proteção passiva, o cinto de segurança age com real efetividade quando a situação foge de controle e a colisão é inevitável. Com o avanço tecnológico e a preocupação na prevenção de acidentes, evitando ainda mais as perdas humanas. No Brasil, segurança ainda não é um fator determinante na compra de um carro novo, prova disso são os testes realizados pelo Latin NCAP, sempre figura na lista dos menos seguros alguns dos carros mais vendidos do país. Outro dado alarmante, são os carros vendidos aqui e em outros mercados, o produto destinado para o mercado brasileiro tendem a ser menos seguros.
Itens como freios antitravamento (ABS) e air-bag duplo passaram a ser obrigatórios no Brasil apenas em 2014, se não fosse algo compulsório, o consumidor médio não faria questão de ter tais itens. O adiamento da obrigatoriedade dos controles de tração e estabilidade, em função da pandemia do Covid-19, torna a segurança ativa dos veículos nacionais ainda mais distantes dos mais altos padrões de segurança veicular.
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| Frenagem autônoma, na eminência de um acidente o veículo para sozinho. Imagem: VolkswagenUK |
Assistentes de direção são bons exemplos de dispositivos ativos de segurança, do aviso de veículos, objetos ou pedestres em pontos cegos, radares e sensores que mantêm o veículo na faixa de rolagem, reproduzem sinalização no painel e, até sistemas semiautônomos de direção que reduzem a velocidade ou freiam totalmente o carro baseado na velocidade do veículo a frente, ou presença de pedestres e obstáculos na via.
Quando comparamos a tecnologia empregada em países desenvolvidos, temos a impressão de que o trânsito cada vez mais parece obra de ficção cientifica. Mas fica evidente não apenas a ciência em função da prevenção a acidentes, fica também latente a diferença na consciência. Para ao brasileiro muitas vezes, assistentes, controles e mesmo transmissão automática, é a sentença de ser escravo da máquina, entretanto, os números da violência em nossas vias, revelam que na verdade nossos motoristas, tão preocupados em ter o controle, propagam um descontrole que infelizmente viram apenas estatísticas.


Nossos motoristas exigem tanto controle que não o possuem. Procede totalmente. Enquanto isso ainda perderemos, infelizmente, mais vidas até que essas tecnologias se tornem finalmente obrigatórias nos novos veículos.
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