Frágeis? Os carros nunca tiveram estrutura tão resistentes como atualmente
Pode parecer estranho, mas apesar das chapas mais finas, os carros nunca foram tão seguros como atualmente, estrutura com aço de alta rigidez, zonas de deformação programada, absorvem impactos e salvam vidas.
Quem nunca ouviu um conhecido dizer que os carros antigos que eram bons de verdade, e que os carros atuais são fracos, amassam por nada e se deformam em qualquer batida? Antigamente realmente os carros tinham uma lataria mais espessa, porém, na esmagadora maioria dos casos a estrutura era frágil, somada ao tratamento anticorrosivo ineficaz, faz com que em velocidades médias um automóvel clássico sofra deformações inesperadas em colisões, já nos pequenos acidentes, toda energia do impacto é transferida para os ocupantes do veículo.
Embora utilizem painéis da carroceria mais finos, os carros atuais são projetados para absorver impactos, deformando mesmo em pequenas colisões, vários artifícios são utilizados em pontos vitais, como os vincos que ajudam a estruturar as peças externas. Na estrutura reforços e aços de alta resistência criam uma célula de sobrevivência.
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| 1959 VS 2009, a preocupação com a estrutura ajuda a salvar vidas. Imagem:Youtube IIHS |
As zonas de deformação programada, buscam absorver a maior parte do impacto sem que ele seja diretamente passado aos ocupantes do veículo, antigamente não era comum em batidas em velocidade baixa causasse aos ocupantes de um carro ferimentos graves, ou mesmo fatais em decorrência de lesões internas. Eram os famosos acidentes nos quais as pessoas se perguntavam como em um carro tão inteiro as vítimas não resistiam.
Em velocidades médias e altas, os antigos automóveis simplesmente desintegram, em um teste realizado pelo IIHS, Instituto de Segurança Rodoviária dos Estados Unidos. A colisão entre dois Chevrolet Malibu, um de 1959 contra um carro 2009, surpreende como os carros evoluíram, não apenas em dispositivos de segurança. mas na proteção da carroceria, o antigo Malibu se acaba em uma nuvem de poeira e ferrugem.
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| 22 anos de evolução, Tsuru, um Sentra de 1990, contra o Sentra lançado em 2012, a diferença é assustadora. Imagem: Youtube IIHS |
Para os mais céticos quanto ao caso dos veículos da Chevrolet, o mesmo IIHS realizou um teste entre dois carros novos, porém de projetos com 22 anos de diferença. Um Nissan Tsuru, Sentra da terceira geração de 1990, comercializado no México até 2017, contra um Sentra da sétima geração, comercializado desde 2012. Os 20 anos de evolução fazem uma enorme diferença entre os veículos testados, a deformação da carroceria do veículo antigo é muito mais agressiva, a coluna A e o teto são afetados, enquanto no modelo moderno, praticamente não há invasão do habitáculo.
É indiscutível a evolução da segurança veicular, não apenas a passiva, que visa proteger quando o acidente ocorre, mas a ativa que através de sensores, dispositivos anti-bloqueio em frenagem, controles de tração e estabilidade, além dos radares, luzes infravermelha e laser, ajudam não apenas a reduzir os danos em um possível acidente, como já são capazes de evitar fatalidades, inclusive agindo de maneira independente do condutor.



É muito importante esse tipo de análise, porque de fato o que mais ouvimos é o saudosismo quanto à suposta segurança dos carros mais antigos. E de fato, fazer o conceito sobre esse tema somente pela ótica da lataria principal amassar mais facilmente é algo que limita a concepção de todo o sistema atual de segurança de um veículo.
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