História Ilustrada - Ford Focus RS MK III
A última geração global do Ford Focus teve mudanças significativas no design, inclusive perdendo um dos seus detalhes de design mais marcante, nas versões esportivas, ainda mais potência e tração integral na RS.
A terceira geração do Focus era parte do programa One Ford, que visava unificar a linha de modelos globais da marca, fazendo com que um único produto fosse global, utilizando uma plataforma única e modular, que permitisse a aplicação de uma variada gama de motores, conforme as legislações e necessidades locais. Sua estreia mundial ocorreu no ano de 2011, chegando ao mercado sul-americano apenas dois anos depois, montado na fábrica da Ford em General Pacheco, na argentina, de onde saíram também as duas gerações anteriores.
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| Versão prua pré-facelift. Imagem: parkers-images.bauersecure.com. |
Além de maior, a versão hatchback de duas portas era descontinuada, o design apesar de guardar semelhança com os modelos anteriores, mais discreto, com exceção do para-choque dianteiro com uma grande abertura central e aberturas triangulares nas laterais, dataram o estilo do pré-facelift. Por outro lado, a versão esportiva ST apresentava um conjunto dianteiro que harmonizava melhor com o restante da carroceria. Na terceira geração o Focus perdia dois de seus pontos mais marcantes de design: os para-lamas com arcos pronunciados e as lanternas traseiras posicionadas na coluna C.
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| Uma das principais características das gerações anteriores foi perdida, lanternas não acompanhavam mais o vidro traseiro. Imagem: motortrend.com |
O Focus tinha se tornado um carro maduro, a versão sedan passava a ser designada como fastback, os motores Sigma 1.6 e Duratec 2.0 com injeção direta agradavam no carro destinado ao mercado brasileiro, mas o câmbio automatizado de dupla embreagem, o temido Powershift virou alvo de críticas e processos ao redor do Mundo.
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| ST pré-2015, destaque para o para-choque diferente do restante da linha. Imagem:tapeciarnia.pl. |
Em 2012, chegava ao mercado europeu e norte-americano a versão ST da terceira geração do Focus, a Europa ainda desfrutava da bela versão perua do esportivo. Além do design mais agressivo, o modelo era equipado com um motor Ecoboost de litros, que gerava 252 cv de potência e torque máximo de 37,3 kgfm. A transmissão era manual de 6 velocidades e tração dianteira, a aceleração de 0 a 100 km/h era alcançada em 5,9 segundos e a velocidade máxima de 248 km/h. Assim como toda a linha Focus, o ST sofreria um facelift em 2015.
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| Após o facelift, linhas mais suaves, grade seguindo a identidade global da marca. Imagem: gruposinos.com.br |
O Focus mais potente da história: o fim da espera pela tração integral
Se o Focus RS tornou-se sinônimo de carro de rally, a terceira geração recebia enfim a tração integral. Como de costume, o RS era apresentado no Salão de Genebra de 2015, na Suíça, coincidindo com o facelift de meio de vida do modelo. Apesar dos para-choques com design mais agressivo, com grandes entradas de ar na dianteira, saídas duplas de escapamento na traseira e um aerofólio relativamente grande sob o vidro traseiro, a harmonia do conjunto não era prejudicada.
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| A grande asa traseira e o design agressivo também no para-choque traseiro, um conjunto harmônico. Imagem: wheelfront.com. |
Na mecânica, duas novidades bem vindas: a primeira, o excelente motor Ecoboost 2.3 turbo, premiado como motor do ano em 2017, também equipa o Mustang com diferente calibração, a segunda inovação era a tração integral. O Focus RS sempre foi elogiado por sua dinâmica, mesmo sendo um carro de tração dianteira, sua dirigibilidade sempre foi elogiada em todos os testes e comparativos, porém, como todo carro com tração dianteira, a tendência de sair de frente em curvas tornou-se um incomodo em um carro com 300 cv de potência.
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| Eleito o motor do ano em 2017, a versão 2,3 litros do Ecoboost que além do Focus RS também equipa as versões de entrada do Mustang. Imagem:mustangandfords.com |
A terceira geração do Focus RS desenvolvia 345 cv de potência máxima e 44,9 kgfm de torque disponíveis a partir das 3200 rpm, que são capazes de levar o carro aos 100 km/h em 4,7 segundos, atingindo a velocidade máxima de 266 km/h, o Focus de fábrica mais poderoso da história. Ao contrário de seus antecessores, o RS da última geração não teve participação no WRC, mas obteve destaque no Gymkhana, com destaque para o carro da Hoonigan com a tradicional pintura da Monster Energy Drink, pilotado por Ken Block.
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| Focus RS pilotado por Ken Block no Gymkhana. Imagem:wikimedia.org. |
Embora descontinuado no Brasil, em 2018, o Focus estreou uma nova geração no mercado europeu. Não teremos representantes da geração em nosso mercado, uma vez que a Ford não fabrica o modelo em General Pacheco, na Argentina, além de ter encerrado a comercialização de carros em território brasileiro. As operações da marca no país serão baseadas em picapes e SUVs importados. Como a tendência global de mercado, a montadora não pretende desenvolver novos motores de combustão interna, focando na eletrificação de sua linha. No Brasil o Focus sempre foi mal posicionado, uma pena, pois suas vendas mundiais comprovam as qualidades do modelo.









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