História Ilustrada - Ford Focus RS MK II
Seguindo o legado da sigla RS e do modelo anterior, o Focus RS de segunda geração era mais potente, o design mais agressivo. Sucesso nas ruas e vitorioso no Campeonato Mundial de Rali, um verdadeiro clássico moderno.
![]() |
A segunda geração do Ford Focus chegou ao Brasil em setembro de 2008, 4 anos após seu lançamento no mercado europeu, já em seu facelift de meio de vida. Voltando ao modelo vendido na Europa, o Focus apresentava linhas menos arredondadas e mais marcadas com vincos. No interior, nada da criatividade das formas da geração interior, o Focus era agora um carro mais sóbrio e próximo de seus concorrentes diretos, entre eles Golf, Astra e Citroen C4. As opções de carroceira eram as mesmas, hatch de 2 e 4 portas, sedã e perua. As ligações de estilo com a antiga plataforma eram as lanternas traseiras elevadas e os arcos dos para-lamas salientes.
Repetindo seu antecessor, o ST chegou antes do RS, mas com um grande avanço no desempenho, ligeiramente maior do RS anterior. Sob o capô, um motor 2,5 litros de 5 cilindros turbo de origem Volvo com 225 cv de potência e 32,6 kgfm de torque, graças ao variadores de fase nos comandos de admissão e escapamento, a entrega de potência era mais dócil e progressiva do que no RS que ainda tinha aquela característica dos motores turbo mais antigos, com a entrega abrupta de potência. O ST de segunda geração fazia o 0 a 100 km/h em 6,8 segundos e a máxima era de 241 km/h.
![]() |
| Ford Focus ST pré-facelift, mais potente e menos discreto do que o RS anterior, sob o capô, um motor Volvo de 5 cilindros turno-alimentado. Imagem:pistonheads.com |
No visual o ST se diferenciava pelas rodas de 18 polegadas, suspensão 15 mm mais baixa, graças a adoção de molas e amortecedores com calibração mais rígida. No interior bancos Recaro em dois tons, cintos, pedaleiras e manoplas exclusivas da versão, e um dos grandes charmes da versão, o conjunto de instrumentos auxiliares no centro do painel que traziam informações de pressão e temperatura do óleo e pressão de turbo, completando o trio. O ST era disponibilizado na versão hatch de 2 ou 4 portas.
Em março de 2006, o Focus ganhava um novo integrante na família, o Focus Vignale, um cupê-cabriolet 2+2 desenhado e construído pela Pininfarina. A capota rígida o tornava similar aos seus concorrentes como Volkswagen EOS, Mégane CC, 307 CC e Astra Twin-Top. A traseira era completamente diferente, mesmo do sedan, grandes lanternas horizontais e desenho exclusivo, um conversível elegante, porém, exclusivo da segunda geração.
![]() |
| Focus Vignale em primeiro plano, atrás Astra Twin-Top (vermelho) e Volkswagen EOS, todos Coupe-Cabriolet. Imagem:autoexpress.co.uk |
Um ano antes de chegar ao Brasil, a atualização de meio de vida da segunda geração do Focus era apresentada no Salão de Frankfurt de 2007. Conhecido como MK 2,5, a dianteira era totalmente redesenhada, os faróis mais baixos, grade e para-choque redesenhado dava um ar de modernidade ao carro. Na traseira e na lateral as mudanças foram inexpressivas.
A volta do RS: forte nas ruas, vitorioso nas pistas
Se o Focus RS da primeira geração era um esportivo discreto, não pode-se dizer o mesmo da segunda geração. Revelado em junho de 2008, o RS era ainda mais poderoso do que a versão anterior, assim como o ST da segunda geração, o motor era o mesmo Volvo 5 cilindros de 2,5 litros, porém, com uma calibragem totalmente diferente. Cabeçote com válvulas retrabalhadas, novos comandos de válvulas, maior pressão de turbo, e modificações nos sistemas de admissão e escape, conferiam ao RS 300 cv de potência e 41,6 kgfm de torque. A tração permanecia apenas na dianteira e assim como na geração anterior, havia um diferencial de deslizamento limitado da Quaife, a transmissão enfim era uma manual de 6 marchas, a suspensão era retrabalhada e as rodas de 19 polegadas calçadas com pneus 235/35 em ambos eixos.
![]() |
| Estilo mais agressivo, variedade de cores e motor 5 cilindros de 300 cv, marcam a segunda geração do Focus RS. Imagem:collectingcars.com |
No exterior para-choque dianteiro com desenho agressivo, saídas de ar no capô, para-lamas alargados com apliques nos dianteiros, saia lateral com desenho mais agressivo. Ao contrário do RS anterior, a traseira não era tão discreta, a porção central inferior do para-choque sempre na cor preta com estilo agressivo e saída dupla de escapamento, complementadas pelo grande aerofólio também na cor preta acima do vidro traseiro. A versão não era mais limitada a uma única cor, embora o verde fosse a cor de lançamento, o RS podia receber pintura na cor branca, preta, azul, amarela e laranja.
![]() |
| Bancos Recaro praticamente de pista eram parte das novidades do interior. Imagem:collectingcars.com |
O interior seguia a linha esportiva da parte externa, o detalhe mais marcante eram os bancos do tipo concha em tecido, agora fornecidos pela Recaro, assim como pedaleiras e manoplas esportivas. Detalhe comum ao RS anterior era o conjunto de mostradores extras no centro do painel com informações de pressão de óleo e turbo, além da temperatura do lubrificante. O botão de partida era compartilhado com toda a linha Focus, assim como o sistema de áudio da Sony integrado ao painel.
![]() |
| Nas pistas: Focus da dupla finlandesa Mikko Hirvonen e Jarmo Lehtinen, no Rally de portugal de 2010, garantindo o 4º lugar, atrás de 3 Citroen C4 WRC. Imagem: ewrc-results.com |
O sucesso no rally também se fez presente na segunda geração do Focus RS, mesmo antes da versão de rua ser lançada. Foram 7 vitórias no ano de 2006, 8 vitórias em 2007, 4 vitórias no ano seguinte, 5 e 3 vitórias nos anos de 2009 e 2010, respectivamente. O destaque fica pela dupla finlandesa Marcus Grönholm e Timo Rautiainen, somando 12 vitórias nos anos de 2006 e 2007. Seguidos pelos também finlandeses Mikko Hirvonen e Jarmo Lehtinen que somaram 11 vitórias entre os anos de 2006 e 2010. O que faz da segunda geração do Focus RS uma das lendas da categoria.







Comentários
Postar um comentário
Comentários ofensivos ou que não tenham relação com o assunto do blog não serão publicadas.