2013: Um ano de despedidas.
Para começar esta história vamos refletir sobre a obrigatoriedade de
airbag e freios com ABS, às pessoas comuns festejam a obrigação de que todos os
carros que saírem das montadoras a partir de janeiro próximo deveram contar com
os dois itens de segurança, o trânsito brasileiro é um dos mais violentos do
mundo e mata mais do que muitos conflitos armados, algo em torno de 40 mil
vidas são perdidas anualmente em nossas estradas, mas que diferença esses novos
itens obrigatórios vão fazer nesses números alarmantes? Basicamente nenhuma, primeiramente
a conservação e o projeto de nossas estradas na maioria das vezes são falhos
com curvas mal projetadas, asfalto ruim e falta de sinalização. Em segundo
plano temos o item decisivo em acidentes o fator humano, além de falho o homem
tem o pensamento de que ele esta livre de qualquer falha, mas distração, sono,
efeitos de drogas e até mesmo o excesso de confiança geram acidentes, o cinto
de segurança que tem sua eficiência comprovada é deixado de lado e abusos de
velocidade em vias não compatíveis são fatores que vêm da nossa educação de
transito falha, afinal você aprende a passar em um exame e não a dirigir, se
bolsas infláveis salvassem realmente vidas carros com o dispositivo não
matariam e curiosamente hoje vem aumentando o número de acidentes fatais
envolvendo carros que contam com o equipamento, curioso, mas as pessoas tendem
a esquecer que atenção, distancia do veículo a frente, manutenção do veículo,
cinto de segurança e cautela são os maiores equipamentos de segurança, sendo
que todos eles têm de alguma forma o envolvimento do fator humano de alguma
forma.
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| Kombi brasileira poucas modificações em relação a original. |
Os carros que saem de linha no dia 31 de
dezembro possuem projetos antigos, mas é inegável a genialidade desses
projetos, a começar pela Kombi, 56 anos interruptos de produção no Brasil sem
grandes alterações no projeto, por mais que as pessoas enxerguem apenas seus
defeitos suas qualidades praticamente os anulam é um veículo versátil que pode
ser adaptado às mais diferentes necessidades, seja para transporte de cargas,
passageiros ou pequenos empreendedores que fazem da velha perua seus
estabelecimentos comerciais móveis e com garantia de bons retornos financeiros,
não há como negar que a Kombi resistiu ao tempo pela genialidade de seu
projeto.
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| Kombi Last Edition, despedida após 56 anos. |
| Gol geração II, modificações o transformaram em "GIV". |
Ainda na Volkswagen, o Gol de segunda geração esta prestes a deixar o
mercado, seu projeto não é tão antigo quanto o da Kombi, poderia receber
airbags, a primeira reestilização do Gol “bolinha” conhecida por geração III
oferecia o equipamento, mas acontece que com a chegada da “IV geração” o painel
foi simplificado e não é mais capaz de comportar o dispositivo, como os custos
de voltar com o painel anterior, o envelhecimento do projeto perante a
concorrência e a chegada do UP ano que vem decretam a “morte” do Gol de segunda
geração e mesmo com as ligações que tinha com a família BX, outro marco do fim
de sua produção é que não teremos mais um carro de tração dianteira e motor
longitudinal em produção, o Gol de segunda geração por fim deixará a linha
prestes a completar 20 anos de carreira.
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| Fiat Uno original, projeto inovador para época. |
Outro modelo que deixa o mercado e que fará muita falta é o Fiat Uno
original atualmente vendido como Mille, nome que adquiriu no inicio dos anos 90
em alusão à motorização de 1000 cilindradas, o Uno sempre foi aquele carro
racional, compacto, espaçoso e ligeiro no transito urbano, suas linhas retilíneas
foram frutos da prancheta de Giorgetto Giugiaro e foi responsável por desenhar
veículos icônicos como Bugattis, Alfas Romeo e modelos da Maserati e também
modelos mais simples como o próprio Uno e Golf, Passat e Scirocco de primeira
geração. O Uno vendido no Brasil trás diferenças do modelo italiano, o capô
dianteiro envolvente, o estepe viajava junto ao motor e na suspensão traseira
herdada do 147 (127) de feixe de mola único transversal, mesmo com todas as
diferenças era basicamente o mesmo carro, o Uno teve uma leve reformulação de
estilo em 2004, as linhas básicas eram as mesmas mas as modificações na
dianteira e na traseira foram muito polêmicas mas aceitas com o tempo e agora
no final de 2013 deixa definitivamente o mercado após 29 anos de produção ininterrupta,
o nome Uno não morreu, fica agora ao carro lançado em 2010 tentar igualar o
sucesso de seu sucessor com o qual vem convivendo nestes últimos anos.
Esses três modelos podem ser obsoletos na ótica do mundo contemporâneo e
quando comparado com os carros atuais, não são carros totalmente inseguros, são
capazes de andar, proteger ocupantes em pequenas colisões (exceto a frágil
seção dianteira da Kombi), e são eficientes em suas categorias, esses
automóveis não deixam de ser fabricados por falta de demanda, muito pelo
contrário vendem bem ainda hoje, o certo é que a paranoia por segurança e uma
lei os tiram do mercado, modelos guerreiros que agora entram de vez para a
história, bons carros que ultrapassaram décadas e tornaram-se verdadeiros best-sellers
e que não terão substitutos com custo benefício atraente como os que eles
ofereciam, descanse em paz velha senhora Kombi, simples e despojado Fiat e por
fim Gol segunda geração, jamais serão esquecidos pelos verdadeiros apaixonados
por carros.
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| Grazie Mille (Obrigado Mille) versão especial de despedida. |



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meu amor manja de tudo!! <3
ResponderExcluirQuando o assunto for carros não tenha dúvida, a melhor coisa é ter seu apoio <3
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