Mitsubishi Eclipse (2G)
O Mitsubishi Eclipse chegou ao
Brasil em 1992, mas a segunda geração lançada em 1994 vendeu mais do que a
primeira, o Eclipse era um esportivo relativamente acessível naquela época de
abertura das importações, por cerca de 50 mil dólares podia-se levar para a
garagem um carro moderno, potente e com equipamentos que até pouco tempo atrás
era privilégio carros mais caros a venda no país.
Lançado no final de 1994 como modelo 1995, o Eclipse de segunda geração
demonstrava claramente a evolução do modelo, as linhas ficavam mais
arredondadas por fora e por dentro da carroceria, mas não deixava de trazer os
traços básicos do modelo anterior de uma forma mais harmoniosa e elegante. Na
dianteira novos faróis maiores e ausência de grade entre eles, no para-choque
uma entrada de ar avantajada era encarregada de arrefecer o motor e em suas
extremidades eram instalados os faróis de neblina. Nas laterais linhas suaves
sem vincos marcados e as janelas com formato arredondado chamavam a atenção. Na
traseira as lanternas eram unidas por uma placa que imitava uma falsa lanterna
com a inscrição Eclipse em evidência.
A posição de dirigir baixa é algo em que se busca em um esportivo e no
Eclipse ela esta presente, mas em compensação a visibilidade e o acesso aos
comandos do carro não eram os melhores. O pequeno esportivo cresceu em
praticamente todas suas dimensões. 4,38 m de comprimento, 1,74 m de largura,
1,29 m de altura e 2,51 de entre-eixos. Mas como consequência o peso também
ficava maior do que no carro antigo 1395 kg. A suspensão ficava mais refinada
com braços sobrepostos na frente e multibraços atrás, os motores ficavam mais
fortes as versões RS e GS eram equipadas com um motor 2.0 16 válvulas de origem
Chrysler que desenvolvia 141 cv, equipado com turbo alcançava 207 cv na versão
GS-T e 212 cv no GSX que contava com
tração integral.
Em 1996, chegava a versão conversível com o sobrenome de Spyder, podia
vir nos acabamentos GS e GS-T, sendo que nessa ultima o motor era um 2.4 litros
que equipava o Mitsubishi Galant, o conversível era 70 kg mais pesado do que o cupê
e o motor do Galant com torque mais elevado garantia mais agilidade ao aspirado
mesmo com o acréscimo de peso, o teto conferia bom isolamento interno, a capota
contava com acionamento elétrico e vidro no vigia traseiro para manter a
estrutura mais rígida o Spyder perdia o banco traseiro. Em 1997 algumas
mudanças visuais eram incorporadas ao Eclipse, novo para-choque dianteiro com
entrada de ar mais amplo e desenho mais robusto, pequenos detalhes no interior
e no para-choque traseiro e um aerofólio mais alto, com essas mudanças o
Eclipse de segunda geração sobreviveu até o ano 2000 quando foi lançada sua
terceira geração.
O Eclipse ainda hoje move uma legião de fãs da segunda geração, muitos
carros desta safra foram descaracterizados ou destruídos durante a febre do
filme Velozes e Furiosos, muitos com modificações de mau gosto e alguns poucos
com modificações bem executadas, ver um Eclipse original em boas condições no
Brasil hoje não é tarefa fácil, mas ainda possível. Nos EUA o Eclipse foi
vendido também como Eagle Talon e Plymouth Laser, o Talon foi produzido entre
1989 e 1998, tendo modelos das duas primeiras gerações, já o Laser ficou no
mercado apenas na primeira geração do Eclipse de 1989 a 1994, sem dúvidas o
Eclipse é um carro de muita história e aqui foi contado apenas um resumo da
segunda geração.

Comentários
Postar um comentário
Comentários ofensivos ou que não tenham relação com o assunto do blog não serão publicadas.