Austin Mini Seven/ Morris Mini Minor/ BMC Mini/ Rover Mini
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| Minha ilustração um Cooper S MK III finalizado no Photoshop. |
Existem alguns símbolos típicos ingleses que são reconhecidos em todas
as partes do Mundo, como não associar aos britânicos os ônibus vermelhos de 2
andares, igualmente vermelhas as cabines telefônicas, os taxis pretos
exclusivos da paisagem londrina, Os Beatles e claro o carro que ficou
eternizado como o carro do Mr. Bean, personagem de Rowan Atikson que dirigia um
na cor amarela com capo preto que aterrorizava os donos daquele carro de três
todas Relliant Robin, o carro também ficou eternizado com pinturas indianas e
psicodélicas do Beatle George Harrison, para os britânicos o Mini Cooper
representa o mesmo que o Fusca representa para nós brasileiros.
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| George Harrison e seu Mini (http://www.examiner.com) |
Projetado por Alec Issigonis, o Mini foi projetado em tempo recorde os
desenhos se iniciaram em março de 1957 e em abril de 1959 eram apresentados o
Austin Seven e o Morris Mini Minor, durante o projeto Issigonis idealizava o
carro que deveria usar motor transversal e ter sistema de lubrificação do motor
e do cambio compartilhados, coube a Castrol desenvolver um lubrificante para
tornar isso possível, as rodas teriam 10 polegadas de diâmetro e os pneus
deveriam sustentar a carroceria, conferir uma boa segurança e ter baixo atrito,
a tarefa ficou a cargo da Dunlop e todos esses esforços conjuntos ajudaram na
rapidez do projeto, pois a crise no canal de Suez limitava por cotas a
quantidade de petróleo que os países poderiam comprar.
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| Mini em corte lateral, bom espaço interno e radiador montado ao lado esquerdo do motor (http://www.topbritishinnovations.org) |
O Mini contava ainda com suspensão independente nas quatro rodas, braços
sobrepostos na dianteira e braços arrastados atrás, isso permitia que as rodas
ficassem o máximo possível nas extremidades da carroceria, o curioso é que o
carro utilizava batentes de borracha como elemento elástico da suspensão a
vantagem da borracha é ela consegue por si anular os efeitos da compressão e da
distensão. O rodar não era dos mais confortáveis porém a estabilidade era um
seu ponto alto assim como a direção, o Mini foi o primeiro veículo a usar as
juntas homocinéticas do tipo Rzeppa, as mesmas utilizadas nos carros atuais,
antes de seu uso os automóveis de tração dianteira eram sensíveis às
acelerações, sempre era passado ao volante algum movimento indesejável, os
freios eram a tambor em ambos os eixos, mas eram suficientes para o desempenho
e peso do modelo.
Em 1961, chega a versão mais conhecida do Mini, o Cooper. Desenvolvido
por John Cooper, projetista e construtor de carros de Fórmula 1 e Rali. O motor
agora vinha com 998 cm³ de cilindrada que desenvolvia a potência de 54 cv e o
torque de 7,5 kgfm a alimentação, agora era feita por dois carburadores SU, o
cambio tinha suas relações encurtadas o que deixava o carro muito ágil e
atingia a velocidade máxima de 145 km/h. Os discos dianteiros passaram a usar
discos o que melhorava muito seu comportamento nas frenagens. O modelo fez
sucesso e dois anos mais tarde era lançado o Cooper S. A cilindrada passa a
1.071 cm³, a potência chegava a 70 cv e alcançava a velocidade máxima de 160
km/h, o comportamento era comparado com o de um kart e o Cooper S foi um
sucesso em ralis e autódromos.
Em 1964 o Cooper S ganhava novas melhorias. O motor passava a ser um
1.275 cm³ com 78 cv ficava mais ágil nas arrancadas. Neste ano o capo ganhou as
duas faixas brancas, a saída de escapamento vinha em posição central , a altura
em relação ao solo era reduzida e novas em alumínio as Mini-Lite pediam
extensores nos para-lamas por utilizarem pneus mais largos. No interior volante esportivo e novo painel com
conta-giros, mas a posição continuava a ser central, mas nada o que tirasse a
diversão de dirigir o Cooper S que era ágil e com bom comportamento dinâmico. O
carro contava com 2 tanques de combustível que totalizavam aproximadamente 60
litros e tiravam boa parte do espaço do porta-malas de apenas 120 litros, mas
quem se importa com bagagem em um veículo esportivo...
| Mini 1275 GT (http://upload.wikimedia.org/) |
Após de mais de 1 milhão de unidades vendidas em 1967 o Mini passava por mudanças de estilo, o
vidro traseiro ficava maior, as lanternas passavam a ser verticais em formato
retangular, a grade com linhas retas tinha o formato de trapézio invertido. Em
1969 a Austin e a Morris deixam de existir, agora o mini passava a ser BMC Mini
850 e Mini 1000, conforme a motorização utilizada. As portas perdiam as
dobradiças aparentes e os vidros passavam a ser descendentes no lugar dos
corrediços. Em 1972, o Cooper S deixava de ser produzido com a tentativa do
grupo BMC em vender o modelo 1.275 GT que contava com o motor do Cooper S com
apenas 1 carburador, o que reduzia a potência para 67 cv, por fora faixas
pretas nas laterais e rodas de alumínio de 10 polegadas identificavam a versão,
na dianteira a nova grade mais simples não agradou a maioria.
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| Mini Sealine (http://www.minicorp.net) |
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| Últimos Mini, Classic Seven vermelho, Classic Cooper verde, Classic Cooper Sport azul e Knightsbridge dourado. (http://www.netcarshow.com) |
Em 1999 uma série de despedida foi lançada, a Rover não andava em boa
situação financeira e a BMW decidiu vende-la ao consórcio inglês Phoenix, a
Land Rover passava ao domínio da Ford. As ultimas versões foram a Classic
Seven, Classic Cooper, Classic Cooper Sport e para exportação a Knightsbridge
em outubro do ano 2000 o ultimo Mini saía da fábrica após mais de 5 milhões de
unidades produzidas. Além da Inglaterra o Mini foi fabricado na África do Sul,
Austrália, Bélgica, Chile, Espanha, Itália, Iugoslávia, Portugal, Uruguai e
Venezuela. Apesar de nunca ter sido fabricado no Brasil, existe uma grande
admiração pelo modelo, a partir do ano 2000 a BMW lançou um novo Mini inspirado
no modelo clássico, porém o carro é muito maior e mais pesado, mas não deixa de
ser uma bela referência ao clássico inglês.
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