Volkswagen Fusca década de 1970 no Brasil.
Falar do Fusca no Brasil é sempre
algo um pouco mais especial quando comparamos ao resto do mundo na década de
1970, por ter uma história com muitos detalhes esta postagem vai abordar os
modelos fabricados nesta época onde o carro avançava mecanicamente, sobretudo
nas suspensões dianteiras e traseiras e no modelo brasileiro apenas pequenas
alterações estéticas e novas opções de motores se fizeram presente.
Em 1970, era apresentado o modelo 1302 do VW Sedan, modificações que
jamais vieram ao modelo tupiniquim, suspensão McPherson com molas helicoidais
substituíam os braços sobrepostos e as barras de torção já na traseira, os
semieixos oscilantes davam lugar a uma suspensão de braço semi-arrastado, algo
utilizado no Brasil nas Kombi a partir de 1975 e na Variant II, para não ser
injusto com os derivados que aqui utilizaram o sistema de suspensão mais moderno,
a Variant II tinha o sistema praticamente idêntico ao do 1302. Em 1971, o vidro
traseiro era ampliado e por fim, em 1972 chegaria a ultima evolução global do
Sedan, o 1303 que contava com um para-brisas mais alto e arredondado que lhe
conferia um maior espaço interno e possibilitando a aplicação de um painel
envolvente, por fora o carro ainda ficava ligeiramente maior e as lanternas
traseiras aumentaram, as famosas lanternas Fafá que faziam alusão a cantora
Fafá de Belém chegava no modelo nacional apenas em 1979. Em julho de 1974, o
Käfer como era conhecido na Alemanha
deixa de ser fabricado, o modelo 1303 sobreviveu até o ano de 2003 fabricado na
fabrica de Puebla no México.
Na mesma época o Fusca mudava no Brasil em 1970, o motor 1300 já era
oferecido há 3 anos, esse motor desenvolvia 36 cv (46 cv no motor) e 9,1 kgfm
de torque, o sistema elétrico já era convencional de 12 volts. 1970, foi palco
da estreia do motor 1500, a maior cilindrada lhe conferia a potência de 44 cv
(52 cv no motor) e o torque chegava a 10,3 kgfm, essa configuração ficou
conhecida como Fuscão e trazia a maior mudança até então para o modelo
nacional. Para melhorar a tendência de sair de traseira uma barra
estabilizadora era aplicada em conjunto com o aumento da bitola traseira que
passava a 62 cm. O 1500 contava com freio a disco nas rodas dianteiras como
opcional, painel que imitava acabamento em jacarandá. Externamente as lanternas
traseiras traziam agora luz de ré e saídas de ar no capô traseiro.
No ano de 1973, o 1300 ganhava melhorias na ventilação, os faróis
passavam a ser verticais e selados, os carburadores recebiam nova calibração e
as janelas traseiras do tipo basculante passavam a ser oferecidas apenas como
opcionais. 1974, trouxe um modelo exclusivo do mercado brasileiro, era o 1600-S
ficou conhecido como Super-Fuscão, Besourão e Bizorrão, a tinha a potência de
54 cv (65 cv no motor) a exclusividade, ficava na alimentação do motor 1600
feita por 2 carburadores, configuração única para o modelo que foi vendido no Brasil.
A versão mais apimentada do Fusca trazia itens de estilo que o diferenciava do
restante da linha, uma carenagem preta cobria as saídas de ar no capô traseiro,
as rodas eram menos de 14 polegadas eram as mesmas utilizadas na Brasilia, o
painel trazia conta-giros, termômetro de óleo, amperímetro, além de volante
exclusivo e bancos anatômicos a versão durou apenas até o ano seguinte.
Apesar de ter sido descontinuado o 1600-S, o motor 1600 permaneceu na
linha, o carro não buscava mais mostrar uma imagem mais agressiva, porém,
trazia ainda as rodas de 14 polegadas. No mesmo ano surgia o 1300L com
acabamento melhorado. No ano de 1977, pequenas modificações como freio de duplo
circuito, obrigatórios, coluna de direção deformável e reforços estruturais no chassi.
Um ano depois o bocal do tanque passava a ser externo, sendo assim desde o
modelo 1302 em outros mercados muitos anos antes. As portas contavam com pinos
de travamento e passavam a abrir com uma única chave. No ano de 1979, já sem o
1500 na linha, o 1300L e o 1600 ganhavam lanternas traseiras arredondadas e
destacas para fora, ás famosas Fafá que equipavam o modelo 1303, assim termina
a história do Fusca na década de 1970, nosso modelo foi único no mundo, mas em
tempos de portos fechados e estagnação técnica, o carro mais admirado no Brasil
deixou de ter qualidades que talvez o teriam dado uma sobrevida muito maior.

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